Entre quatro paredes do meu quarto me vi enclausurado durante duas semanas. Nunca o meu quarto foi tão parecido com um castelo. Tinha como posto de vigia a guarita, onde podia ver a realidade exterior, essa realidade era trazida pela televisão ou pelos livros.
Os guardas do meu cativeiro eram a minha mãe a minha avó, que cumpriam o dever delas com um zelo excessivo, observando todos os meus movimentos, e quando eles eram um pouco mais arriscados logo me reprimiam.
Claro que era um prisioneiro dos tempos modernos, pois o uso do telemóvel era permitido, através dele sabia o que se passava com os meus amigos que não via, e isso me reconfortava ao saber que eles estavam bem, e se preocupavam comigo.
Mas finalmente chegou a liberdade condiciona(l)da. Qualquer movimento ilegal que eu faça e se for apanhado volto para o cativeiro.
Por isso vou me cuidar.

Foto da guarita do castelo de Caminha.
Finalmente o regresso anunciado, deste mar longinquo que foi a minha recuperação, depois de uma operação facil e sem complicações, veio uma recuperação chata, pois tive de estar muito tempo parado, mas como não há mal que sempre dure, cá estou eu de novo quase a 100%.
Mais uma vez agradeço a todos que estavam preocupados com o meu bem estar.
Hoje não me senti inspirado para escrever por isso deixo-vos mais uma imagem.

Olá a todos os meus amigos que se preocuparam comigo e comentaram no ultimo post, passei por cá apenas para dizer que está tudo bem comigo, mas que ainda vou estar ausente por mais algum tempo, pois ainda me encontro a recuperar de uma operação.
Até breve e fiquem bem...
Este post é para todos os meus amigos que me costumam visitar, e como eu gosto da sua visita resolvi avisar que me vou ausentar devido a problemas de saúde durante duas ou três semanas.
Não se preocupem que não é nada de grave.
Ainda agora fui embora e já tenho saudades de todos vós.
Deixo uma imagem de Ponte de Lima que é onde vou estar durante este tempo.

Verde é a esperança
Verdes são os campos na primavera
Campos onde espero passear
e lá espero que me possas acompanhar
Conto as horas e os minutos
para o nosso encontro
mas esse dia tarda em chegar
quanto mais tempo tenho de esperar?
A tua resposta é indefenida
mas eu não me importo de esperar
eu vou continuar
a viver a minha vida.

Foto da paisagem natural da encosta no Cabo da Roca.
Mar que pena estares calmo
eu a ti quero-te agitado
pois a mim me acalmas
quando te vejo agitar
a paz interior chega
e a alma consigo descansar
Mas de repente sinto o coração
o que ele me quer dizer?
eu não o consigo entender
os meus olhos vou fechar
e apenas esperar
o que ele me quer revelar

Do cabo da Roca podemos contemplar a praia do Guincho ao longe.